Econ – Renda Fixa: O que é, como funciona?

Quando se trata de investimentos, algo que muitos logo se preocupam é com a segurança, e estão mais do que certos de se preocuparem com isso, pois ao buscarem por investimentos mais seguros logo chegam a Renda Fixa, que é quando bate a dúvida sobre o que ela seria e como ela funciona, então vamos explicar isso.

econ renda fixa


O que é Renda Fixa?


A Renda fixa é uma classe de investimentos onde a rentabilidade do título e o prazo de vencimento é determinada no momento da aplicação.


Basicamente, a Renda Fixa funciona como um empréstimo, mas é você investidor que está emprestando o dinheiro, que é o oposto do que estamos acostumados a ver, já que a maioria das pessoas está acostumada a ficar na outra ponta, pegando o dinheiro e depois tendo que pagar com juros seus investidores. Porém, na renda fixa é você o investidor que se aproveita dos famosos juros compostos. Ao ‘’emprestar’’ esse dinheiro para o emissor do título, é feito um contrato onde é definido o prazo de vencimento do ‘’empréstimo’’ e como você será remunerado.


Detalhe que esses emissores pode ser bancos, empresas e até o próprio governo federal entre outros.


Tipos de Indexadores


Os indexadores definem como será a remuneração do ativo durante o período, dentro da Renda Fixa existem 3 tipos de indexadores, que são:


Pós - Fixado

Pré - Fixado

Inflação


Pós - Fixado

A remuneração de um ativo Pós-Fixado é atrelada a um determinado índice, e conforme esse índice oscila a remuneração do ativo também muda. No caso da Renda Fixa o índice mas utilizado é o CDI (Certificado de Deposito Interbancário), que por sua vez costuma se manter próximo a taxa SELIC, que é a principal taxa de juros do país.


Exemplo:


Se no dia 30/03/22 você tem um ativo Pós-Fixado o CDI está a 11,65% a.a, esta será sua taxa de remuneração, porém se no dia 15/04/22 o CDI for para 12,65% a sua remuneração vai subir também, o mesmo ocorre caso o CDI caia.


Pré-Fixado


A remuneração de um ativo Pré-Fixado é determinada no momento da aplicação, então se a taxa foi definida como 10% a.a, essa será a taxa até o vencimento do ativo, independente da mudança que o mercado sofrer nesse período.


As taxas dos desses ativos mudam conforme a taxa de juros do país, porém apenas no momento da emissão do ativo, depois que o investidor aplicou seu capital no ativo a taxa não muda mais. Por este motivo podemos encontra taxas mais altas em momentos de maiores juros no mercado, caso a SELIC esteja a 8% a maioria dos ativos pré-fixados serão emitidos com taxas próximas a 8%.


Muitos investidores adquirem ativos pré-fixados para longos períodos, esperando que a SELIC caia e a sua remuneração seja superior a ela e consequentemente a maior parte do mercado, podem até sair do ativo com ágio.


Inflação


Os ativos de Inflação seguem a mesma lógica dos ativos pós-fixados, porém são sempre indexados ao IPCA, e pode ter uma taxa pré determinada que soma com o IPCA.


Exemplo:


Um ativo que tenha como taxa de remuneração IPCA+5% a.a terá um rendimento de anual de aproximadamente 10% caso o IPCA do período seja de 5%.


Estes títulos indexados ao IPCA são muito utilizados para proteger a carteira da inflação e garantir um "Ganho Real" (ganho acima da inflação) para o investidor.



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Imagem: todoestudo.com.br


"Depois que você tem uma base solida de conhecimento, fica muito mais fácil aprender a investir e lidar com dinheiro. " - Rafael Seabra


Tipos de títulos de Renda Fixa


A Renda Fixa é dividida em três tipos, que são eles:


● Emissão Bancária

● Crédito Privado

● Título Público


Cada um desses tipos possui as sua particularidades, principalmente com relação aos seus emissores.


Emissão Bancária


Como o nome já da a entender esses tipos de títulos são emitidos somente pelos bancos, e por este motivo possuem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) que uma das principais vantagens das emissões bancárias, os ativos de emissões bancárias são:


● CDB (Certificado de Deposito Bancário);

● LCA (Letra de Crédito do Agronegócio);

● LCI (Letra de Crédito Imobiliário);

● LC (Letra de Crédito).


Todos esses papeis possuem a garantia do FGC e podem ser Pré-fixados, Pós-fixados ou inflação.


Dentre esses ativos uma LCA possui isenção de Imposto de Renda assim como uma LCI, os demais ativos são tributados seguindo a tabela regressiva de IR.


Crédito Privado


Os ativos de crédito privado são emitidos por empresas, com o objetivo de arrecadar fundos para seus próprios investimentos, esses ativos não possuem FGC porém, as empresas emissoras dos títulos de Renda Fixa possuem um Rating, que é uma nota dada a empresa por uma agência de classificação de risco e crédito, esse rating mostra se a empresa é uma boa pagadora, quando maior a nota menor a chance da empresa não honrar as suas dividas. Dentre os ativos de crédito privado nós temos:


● Debênture;

● Debênture Incentivada, isento de IR;

● CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliário), isento de IR;

● CRA (Certificado de Recebimento do Agronegócio), isento de IR.


"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." - Benjamin Franklin

Títulos Públicos


Esses ativos também são conhecidos como Tesouro Direto, esses papeis são considerados os mais seguros do mercado por serem emitidos pelo governo, que possui praticamente 100% de capacidade de honrar suas dívidas. Os Títulos Públicos são compostos pelos seguintes papeis:


● LNT (Letra Nacional do Tesouro) – Pré-Fixado;

● LFT (Letra Financeira do Tesouro) – Pós-Fixado;

● NTN-F (Nota do Tesouro Nacional série F) – Pré-Fixado com Cupons;

● NTN-B (Nota do Tesouro Nacional série B) – IPCA + X com Cupons;

● NTN-B Principal (Nota do Tesouro Nacional série B) IPCA + X.


Como você pode ver esses papeis são mais específicos que os outros tipos de ativos, nas emissões bancárias e crédito privado podemos encontra praticamente todos os ativos indexados a qualquer índice, já no Tesouro Direto não, cada ativo possui seu indexador.


Ficou curioso? A gente entende!


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Abraço, investidores!


- Douglas Vieira

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